30 de agosto de 2011

psico killers

eu tenho surtos, já tive vários...
tem a ver com a bipolaridade, com o esquecimento dos remédios, com meu humor e com a minha loucura, obviamente.
já tive surtos de quebrar tudo, destruir a casa e me destruir.
já tive surtos de gritar com estranhos, bater nas coisas e ser levada pela policia.
já ttive surtos que perdi a noção e saide casa nua.
e já tive e ainda tenho muitos, pequenos surtos, ou o que eu chamo de surtinho.
tive um hoje, cheguei e me perdi, bati as portas corri pro banheiro revirando as coisas atras do remédio, achei, tomei e comecei a grritar, porque dói, a alma, dói tanto que tenho que gritar, gritei, me senti mal, vomitei, siêncio, tristeza, peso, muito peso.
ficar quieta, isso acalma, mas demora.
ai eu só quero morrer.
muito!

no itunes: bowie - china girl

detachment

eu amo.
amo mesmo, quando eu resolvo amar alguém, eu amo mesmo, eu me jogo, eu acredito, eu me inundo [e me afogo ás vezes] eu me deixo levar, eu ajudo, mato e morro.
sou assim, não fui sempre, mas aprendi a ser porque acho que no fundo é o que vale a pena, amar alguém vale a pena.
relações, e quando digo aqui de amor, digo de relações entre pessoas, seja ela qual for, quando eu me relaciono com alguém, melhor ainda: quando eu DEUXO alguém se relacionar comigo, entrar no meu mundo, me deixo ser, é porque eu já amo.
e eu amo rápido, me apego rápido, se você se mostrar um pouco interessante e capaz de me abobalhar, eu vou te amar rápido, e se você surpri todas as minhas expectativas, ai vou mesmo te amar mais rápido e te deixar ficar no meu mundo.
mas em compensação, com a mesma rapidez que amo eu desamo.
eu desapego.
fácil!
eu espero coisas, vontades, atitudes, espero ás vezes demais e me irrita quando não tenho, quando o outro corre.
eu te amo então faça por merecer, mereça meu amor, sem prepotencia alguma, é apenas, cuide bem pra ter sempre, se o amor existe seja legal e me ame de volta da mesma forma.
não existem graus, uns mais outros menos, não deveria pelo menos.
e se existem, eu desapego.
com a mesma rapidez, com a mesma força e com a mesma rigidez.
eu me apego em detalhes e detalhes mal resolvidos, mal feitos, mal interpretados, me machucam e me fazem desapegar.
...
o relógio vem fazendo tic tac cada vez mais rápido nos últimos tempos.
pequenas atitudes que me fazem acreditar em coisas que não gosto.
não insulte minha pouca inteligência.

no itunes: regina spektor - 20 years of snow

19 de agosto de 2011

talking to myself

"você é muito sutil num mundo muito barulhento"
ouvi isso hoje no final da minha sessão de terapia e venho pensando desde então o que isso realmente quer dizer, ou deve me dizer.
eu sou do tipo que quando precisa analisar alguma coisa, vai a fundo, então fui ver o significado direito das palavras, pra evitar interpretações erradas.
e devo admitir que quando achei o significado de sutil, fiquei um pouco assustada, não que não soubesse, mas depois de ler tantos significados, fiquei realmete pensativa em como essa frase pode ser ao mesmo tempo um elogio como uma ofensa.
tenho quase certeza, pela pessoa que fez esse comentário, que a ideia era exatamente essa me fazer pensar pro bem e pro mal, e tirar ou não proveito disso.
tentando ser racional de uma forma menos extremista, é complicado entender o que tudo isso pode ser, me sinto cercada num mundo estranho, isso não é uma dúvida pra mim, eu sou uma pessoa bem diferente do que costumo encontrar, de uma forma geral, dificilmente me encaixo com as pessoas a minha volta, tenho os meus amigos, que são tão loucos e junkies quanto eu,mas dificilmente me encaixo no esteriotipo normal e funcional da sociedade.
tenho sonhos, medos, manias, como qualquer outra pessoa, mas de uma forma bastante diferenciada.
não sou menininha, não vejo novela, abonimo telejornais, não ouço rádio, prefiro a noite, não gosto de conversas vazias, não sou de ouvir qualquer música, e isso só pra começar.
dizem que viver não é pra qualquer um, sou um tipo desses aleijados exestenciais, que não sabem o que querem e nem o que não querem, e experimentam de tudo e de nada, seguir a vida desregrada e ao mesmo tempo atolado nas regras, é algo quase motivador, mas não, não é. MESMO!
estar no limbo do mundo, pode parecer muito cool, e é, não tenho dúvidas, mas é cansativo.
cansativo porque não estou nessa de limbo pra fazer tipo, estou porque não faço a menor ideia de como levar as coisas de uma forma diferente, minha mãe comentou dias átras que me acha um ser sensível demais pro mundo, senti isso como uma elogio meio misturado com uma constatação triste e doce do que me acontece.
ser sensível não tem nada a ver com fraqueza ou fragilidade, tem a ver com a forma como você se sente com o resto, o fato de me sentir tantas e tantas vezes de joelhos, só mostra o quanto não faço parte desse mundo.
estar de saco cheio da vida, é meio complicado, tanto de falar, quanto de alguém entender, acho que a única pessoa que realmente entende o que quero dizer ou o que eu queria dizer, não compartilha mais de uma vida comigo, querrendo ou não, ela era a única que entendia, que conseguia verbalizar a forma como eu expressava.
seja como for, o díficil é ter que viver, o dificil é ter que viver com tantas constatações contrárias ao óbvio.
é fancinantemente tardio sentir coisas tão singulares com tanta vida já vivida.
me falta coerência interna, é isso é meio assustador, me sinto estrangulada em mim mesma, porque falta bom senso de eu comigo mesma, falta aquela coerência pra tudo se fechar num ciclo sádio e aceitável pra mim e pra qualquer um.
seria extremamente patético, mas funcional acima de tudo se eu conseguisse equilibrar a tolerância com a zumbição que esperam de nós every day! ter essa formula mágica de equilibrar mente e corpo, ver e ser vista, viver e deixar viver, em que site encontro isso??
só sei fazer isso entupida de loucuras ilícitas e uns tarjas pretas, regadas a altas doses de vodca vagabunda e radiohead.
ahhh não disse que viver no limbo deixa a gente cool??
sou cool depressiva, com pitadas de loucura mundana.

no itunes: deftones - stripped

18 de agosto de 2011

light ends

minha vida é irrelevante.
disso não tenho dúvidas, principalmente agora.
eu leio coisas que me chateiam e me doem, mais do que as quedas que levo por ai.
é insuportávelmente simples resolver, mas que de alguma forma simplesmente não resolve.
quando é que isso vai virar alguma coisa, não sei, não dá pra saber, mas que dá uma quase vontade de perguntar, isso dá.
....
eu me afasto das pessoas, sempre fui assim.
eu não tenho idade, nem saúde, nem paciência pra me me desgastar, viver por alguém ou qualquer outra coisa.
por isso sou sozinha, tenho preguiça do sentimento alheio.
sou vazia.

no itunes: peter bjorn & john - just the past

15 de agosto de 2011

now we're all alone

não sei se existe um momento para decidir: vou ao cemitério.
não deve ter, acho que você sente aquela coisa e vai, se vai ser bom ou não, é outra história, se é que pode ser bom.
assisti CSIs suficientes na vida pra ter a nítida ideia do que realmente está lá, meu pai não está lá, porque também tenho conhecimento da "verdade" dos cristãos e toda aquela coisa de corpo e alma e blábláblá....
não sei ao certo o que esperava encontrar, se de repente teria um alívio em ver aquilo tudo ou acreditar de uma vez por todas que não era sonho, sei lá, impossível verbalizar qual eram os pensamentos pra se chegar nesse momento.
mas fui, dia dos pais, um ano exatamente que havia falado com ele pela última vez, cemitério cheio, coração batendo forte, ela segurou minha mão e disse que tudo ia ficar bem, eu olhava pra ela, e o sol que vinha de trás fazia ela ficar apenas uma silhueta no céu azul, com cabelos espetados brilhantes, e eu não me sentia ali, meu corpo queimava e parecia que um peso de milhões de kilos estava bloqueando meu pulmão, quanto mais andava por entre a grama, mais díficil ficava de respirar, sentia o suor descer pelas costas, e a mão dela apertando a minha cada vez mais.... ela achou e apontou, quando vi a placa e as flores meu coração disparou, senti que ele ia sair do peito, comecei a recuar e ela me abraçou, senti o braço quente e peludinho encostado no meu, e a voz rouca e embargada de lágrimas falando que estava tudo bem, olhei pra baixo e via minhas lágrimas descerem pela sininho tatuada com perfeição e eu nem sabia o que pensar, eu queria correr, muito.
mas eu estava ali, era pra ver não era, então eu precisava ver, acho que de repente, eu precisava de uma prova de que não estava louca e que tudo havia mesmo acontecido, e quando li o nome, a data, a frase que demoramos tanto pra escolher, mas pareceu cair tão bem... quando vi aquilo tudo, o dia escureceu.
minhas pernas amoleceram e eu chorei, pura e simples, chorei, chorei, chorei e chorei, não precisei de mais nada, não precisava de abraço, não precisava de amor, eu só precisava chorar.
chorei e fiquei de pé de frente ao túmulo do meu pai e chorei, não tinha vontade de falar, não sentia necessidade de mais nada, só chorar.
fiquei ali por, não sei, talvez vinte minutos, e de repente o choro acabou, parei de chorar, limpei os óculos, coloquei a tulipa vermelha que havia comprado, uma única tulipa com um lacinho verde, cor do palmeiras, coloquei sobre o túmulo e sai.
ela me olhava de longe, cabelos voando com o vento forte, cigarro aceso com um ar de blasé quase entediante, um sorriso vermelho e marcado, chorado e soluçado, sofrido, talvez pela ideia do que virá, sentimento dolorido saber que isso vai chegar, mais rápido do que se imagina, ter alguém doente terminal é a certeza da dor, impactante e furiosa.
...
bom? não sei, hoje pela primeira vez não chorei quando acordei, não senti aquele aperto ao ver a foto, melhorei?? como saber, acho que não tem isso, dias ruins, dias bons, dias....
não sei qual é a sensação.
acho que renasci.

no itunes: rem - losing my religion

11 de agosto de 2011

bad romance

não sou romântica, mas tenho um lado poético aflorada... ai que bichice!
enfim, não sou romântica, mas acho que fantasio demais em alguns momentos, não diria que sou sonhadora, não sou, a vida já me deu várias dicas de que nada é sonho.
mas tenho ás vezes vontades, posso chamar assim, vontade de que as coisas sejam de uma forrma, o que não quer dizer de forma nenhuma que serão ou que isso influencie nas coisas.
mas eu tenho essa vontade, e acho que fantasiei e sonhei e sei lá mais o que, sobre um final surpreendente, com choros, brigas, perdões, amores, tristezas e um pedido de não me deixe.... ok, ok, eu tenho 26 anos, por deus, é rídiculo, mas o que fazer?? era uma vontade.
me lembro bem de um episódio que envolvia alguém de um passado distante, de um amor bandido e perdido, que foi lindo, poético e extremamente delicioso de lembrar, e apesar de toda a loucura que envolve a não-relação de hoje, é um momento que guardo com amor.

...
flashbak? off course! ela indo embora pra Londres, trabalhar, e eu chorosa no aeroporto querendo que ela ficasse, querendo colo, querendo que ela me amasse, e rolou um boa-viagem-se-cuida-te-amo, beijos, abraços,. choro, olhos vermelhos.... rolou um "eu não quero que você vá" rebatido por "eu não quero ir", mais choro, mais beijo, mais abraço, costas, ela foi pelo corredor e eu sai chorando, e de repente ouço a voz dela e tudo fica lindo.... ela não foi a gente ficou junto, e ela quis me matar, enfim....

....  
o caso é que, foi poético, foi bonito, e guardo com um amor quase seprulcal, é uma coisa minha, um momento meu.
e acho que por esperar demais, acabo me frustrando por besteiras, sejamos práticos e tudo acaba funcionando melhor, é isso mesmo que acaba funcionando e num ano de TCC é o mais indicado.
a praticidade é o melhor, mas fere meu ego, machuca minha feminilidade de uma forma chata que me entristece, pura frustração de uma alma perturbada.
no fim, esperava que as coisas mudassem?? claro.
quem não tem esperanças é vazio, sou cheia delas, não posso negar, e por mais que negasse pra mim mesmo, eu ainda tinha milhões de esperanças de um jeito ou de outro.
acho que no fundo eu esperava consegui-la de volta.
mas por outro lado, isso só me dá gás pra querer mudar, deixar as coisas acontecerem e sair da minha zona confortável que no fim não era tão confortável assim.
assim que meu ego ferido sarar, as coisas vão andar.
tenho certeza.

no itunes: hot chip - ready for the floor

sky lights

hoje eu vi o céu.
não via o céu, acho que há anos, não olhar, estou dizendo ver.
existem diferenças astronomicas entre olhar e ver, e era isso que eu não estava fazendo, eu não estava vendo.
assim como não estou vendo milhares de coisas na minha vida agora.
eu deixei de ser criança aos nove, em um dia de sol forte, eu deixei a minha infância de lado e precisei crescer e lidar com coisas que não queria.
e nesse dia, nesse dia especial, que lembro como se fosse hoje, posso contar os cheiros, como era meu shorts roxo de flor e como estava um dia lindo que eu não precisava ir a escola, e lembro do céu, do sol, das nuvens e naquele dia eu parei de ver o céu.
hoje eu o revi, meu velho amigo estava lá, imponente, azulzinho, lindo, elegante como só ele sabe ser.
foi bom ver o céu, sentir a brisa da manhã e de repente parecer que tudo pode ficar mais tranquilo.
eu espero desesperadamente que fique, mas hoje, só hoje, eu senti que talvez possa.
passageiro, é, sempre é, mas é bom quando acontece.
...
"nada mais vai me ferir é que já me acostumei, com a estrada errada que eu segui e a minha própria lei"

no itunes: the twlight sad - interrupted

10 de agosto de 2011

beauty queen of only 21...
i'm not in love... yet!
i do't think it will take to happen, things are going for it.
i still feel my heart ache, but until when? i can't live this love that will not get u anywhere.
afraid to be alone, we all have.
time to go out and be happy, i deserve, right?
it's not always rainbows and butterflies, my heart is full and my door's always open, u can come anytime u want, u want to come?
girl of the golden curls and eyes as green as the fields, my heart can be urs, u treat me with love and makes me feel beautiful.
let's take a chance? i think.
may already be sure, maybe not.
hey u, perhaps, i like u! ;-]
....
je voulais écrire ce en français pour vous impressionner.
mon français, mais par rapport à elle, devient ridicule!
ne'sais même pas si ces mots ont raison! =]
mais je vais apprendre et lire de la poésie en français et vous laisser avec ses ux rouges d'émotion, q tu me quittes.


no itunes: billie holiday - easy to love