eu não me vejo.
nem quando estou em frente ao espelho.
não me vejo.
não me vejo nem quando não existe mais nada, e em tantos e tantos dias que não existem nada, como hoje, eu acho que não existo.
eu já existi, já fui alguém, ser pensante, hoje sou isso, me tornei algo inexplicável.
seria eternamente mais facil e confortável dizer que o mundo me fez isso, que a matrix teve culpa, que meu pai teve culpa, que a sociedade teve culpa... não, ninguém teve culpa, ou melhor, alguém teve culpa e esse alguém sou eu.
não quero me limitar, então digo que fiz comigo gradualmente e sem perceber, ok, algumas vezes de propósito, mas na maioria das vezes me prejudiquei sem perceber, e quando percebi não era tarde, mas não queria mais voltar.
eu escolhi uma estrada a beira do penhasco pra percorrer e ela está ficando cada vez mais estreita.
vou cair.
quero cair.
não vejo a hora!
no itunes: bebel - dahling
31 de maio de 2011
30 de maio de 2011
facetado
amar é engraçado.
não posso negar que senti falta dela nesses dias, que ontem doeu demais e que ainda bem lá no fundo sobrou alguma coisa...
a parte engraçada é que eu me sinto completamente atraida e apaixonada por outra pessoa, faz sentido não.
...
é um amor gostoso, sofrido pela distância, dolorido pelas limitações, machucado pela falta de oportunidade... mas gostoso e puro acima de tudo.
me sinto amada - quase sempre - e cuidada, sei que as limitações da vida são maiores que a vontade do coração, então eu aguento sem reclamar desse amor bandido, desse amor barato, roubado... agradeço pelas gotas que pingam em minha direção e me alimento das migalhas do que posso ter.
...
largaria o mundo por esse amor, não posso negar, mudaria meu nome, minha cara, minha vontade.
mas parece que quanto mais o tempo passa, mais distante isso fica de mim.
as esperanças estão morrendo, meu coração está morrendo....
estou morrendo, morrendo e morrendo...
no itunes: suede - leaving
não posso negar que senti falta dela nesses dias, que ontem doeu demais e que ainda bem lá no fundo sobrou alguma coisa...
a parte engraçada é que eu me sinto completamente atraida e apaixonada por outra pessoa, faz sentido não.
...
é um amor gostoso, sofrido pela distância, dolorido pelas limitações, machucado pela falta de oportunidade... mas gostoso e puro acima de tudo.
me sinto amada - quase sempre - e cuidada, sei que as limitações da vida são maiores que a vontade do coração, então eu aguento sem reclamar desse amor bandido, desse amor barato, roubado... agradeço pelas gotas que pingam em minha direção e me alimento das migalhas do que posso ter.
...
largaria o mundo por esse amor, não posso negar, mudaria meu nome, minha cara, minha vontade.
mas parece que quanto mais o tempo passa, mais distante isso fica de mim.
as esperanças estão morrendo, meu coração está morrendo....
estou morrendo, morrendo e morrendo...
no itunes: suede - leaving
dores.
maiores e menores, no fim das contas, dores, fofocas do outro lado do mundo, planos dum inverno com neve, algumas verdades duras, muita coca-cola gelada e vodca, mapas rascunhados [custo a achar um lugar que não tenhamos rascunhado pra um dia ir mochilar], abraços com aquela espécie de amor meio físico-meio transcendental que só os amigos – porque no fundo, bem no fundo era mais isso - conseguem dar, risadas, conforto, olhos azuis, risadas engraçadas com sorrisos largos, sol ardido de campinas, garçom esperto, garçom nem tanto, a gente de garçom, luz, a voz doce no telefone, cheiro de alfazema, pílulas de calmaria, groselha, chocolate meio amargo, chorinho, pão com ovo e maionese, lembranças, barulho, verdes diferentes, asfalto, paralelepípedo, vaquinhas, coisas que acabam para nunca mais, coisas que continuam e mais coisas, que recomeçam todos os dias.
fucei, não agüento fuçar, mas mexi na sua carteira, a tampa do copo d’água cuja marca é o meu nome, que você tomou na Itália e guardou, quase me matou de chorar... seus documentos, 33 reais, moedas, o gabarito da prova de inglês do mestrado, cujas questões você acertou todas, fotos minhas e do Juju, passes de metrô, seu cartão do clube de arco e flecha, seu cartão da Aliança Francesa, seu cartão do clube de tênis de mesa – todas as coisas que você adorava ali, uma depois da outra em envelopinhos de plástico transparente.
talvez exista mesmo um sistema de posicionamento global que mostre, não onde estou, mas onde nunca pude estar.
o mundo que perdeu você não vai se recuperar.
no itunes: the hives - hey little world
frio de cachecol
eu amo frio!
muito mesmo!
meu coração é europeu até a última veinha, adoro esse tempo frio e chuvoso, esse ar londrino que toma conta de São Paulo essa época do ano...
as ruas ficam mais cinzas, as roupas mais elegantes e as pessoas com uma cara mais blasé.
...
me lembro das boas épocas, das vacas gordas, como dizem por ai, quando tinha o mundo aos meus pés, que minhas vontades eram sanadas com apenas um telefonema, quando eu podia pegar um avião e ir pra onde quisesse sem dar explicações, sem nem brigar, era só querer.
esse tempo passou de uma forma dolorida e muito muito mal resolvida.
sinto falta desse tempo, claro, não pelo glamour da vida, pelo amor que era incondicional, que era eterno e que acabou de uma forma tão bruta, perdemos o amor, a amizade e talvez a vida.
perdi muito de mim naquele dia, naquela semana, naquele mês.... perdi coisas que jamais voltaram, meu coração se fechou pra coisas e jamais vai se abrir de novo...
me levou coisas que não sei mais onde achar.
me levou sentimentos que jqamais provarei de novo.
....
eu ainda a amo, como se tivesse sido ontem que olhei aqueles olhos e me apaixonei, mas ainda a odeio como se fosse hoje pelo que ela me fez.
...
"...levou os meus planos, meus pobres enganos, os meus vinte anos, o meu coração, e além de tudo
me deixou mudo um violão..."
me deixou mudo um violão..."
no itunes - chico - a rita
ps.: sempre e sempre quando ouço essa música, ela me vem a cabeça e meu mundo gira e sinto vontade de vomitar.
29 de maio de 2011
monstro - parte 2
não sei lidar.
é somples mesmo, não sei lidar com as pessoas.
...
sou um monstro pronto pra magoar o próximo ser que se aproxima demais.
sempre fui assim e sempre serei...
altamente tóxica!
no itunes: rita lee - mutante
bebericando
i'm drunk!
isso é tão normal, quer dizer, não nos ultimos meses, por causa do TCC, mas é normal eu estar bêbada num domingo a noite.
beber cazamiga é sempre diversão garantida, e beber cazamiga chef é ainda garantia de comer bem e experimentar coisas novas... =]
só amor!
quando fico bêbada normalmente fico mais "irritadiça" na verdade deixo meu lado mega tolerante de lado, que na verdade não existe, ele apenas funciona pros padrões de sociedade que vivemos, não sou tolerante normalmente, principalmente com coisas que me tiram do sério por algum motivo.
sou normalmente mais simpatica, faço amigos com facilidade mas não tenho o menor saco pra mimimimi alheio.
acho um pouco de maldade, até egoismo, na verdade, mas sou do tipo pratica, e praticidade me grita quando estou bêbada.
acho um pouco de maldade, até egoismo, na verdade, mas sou do tipo pratica, e praticidade me grita quando estou bêbada.
sou um monstro e não é de hoje viu.
no itunes: holger - she dances
28 de maio de 2011
silêncio
meu pai sempre dizia que o silêncio é a maior dádiva do ser humano...
e que o silêncio era capaz de redimir o ser de seus pecados, era capaz de purificar almas e também de revolucionar corações...
ele queria ficar um tempo em silêncio antes de morrer, ele ficou em coma antes de morrer, acho que foi um tipo de silêncio...
eu estou longe de ser uma pessoa silênciosa, que medita ou coisa assim.
pensando bem, sou bem barulhenta, falo alto, gesticulo, bem coisa de sangue italo-português....
mas sempre penso no que meu pai dizia e em certas épocas quando o desespero se torna palpável eu tendo ficar mais quieta, tendo me redimir de pensamentos tão obscuros e selvagens.
não sei se isso vai um dia me salvar, se vai uma hora melhorar, mas meu pai era cheio de pecados e histórias não resolvidas, mas a sensação de paz que ele passava no dia que morreu me deu uma lluz de que a gente pode sim, ficar em paz um dia... nem que seja morto!
no itunes: bjork - 107 steps
27 de maio de 2011
eu tenho preguiça.
mesmo.
pra tudo, até pra reclamar eu sou preguiçosa, normalmente não reclamo ou não entro em grandes brigas sobre a humanidade, por mais preguiça do que alienação... sério!
enfim, tenho preguiça de coisas que não posso mudar.
e tenho preguiça de gente que não sabe assumir seus próprios sentimentos...
tô falando isso por causa de uma amiga, que não assume o próprio preconceito.
nem por nada, a idéia não é criticar, longe de mim, é entender, não ,não é nem entender, expor de outra forma.
...
sou bissexual, sem traumas, sem medos, sou assim e pronto, sempre fui e talvez mude de idéia em algum momento, mas agora me divirto no play com a geral... =]
tenho isso claro pra mim, e pros amigos, a maioria deles, quem não “sabe” é porque não é amigo o suficiente pra isso... minha família, sabe, também pode não ser tão aberto e tudo mais, mas todos sabemos como levamos a vida.
bom ou ruim? é assim que as coisas são, simplesmente.
porque? porque não tenho preconceitos comigo, primeiro de tudo me aceito como sou.
isso é o mais importante e na verdade é o grande divisor de águas.
antes de ser aceito é preciso se aceitar!
....
claro, não quero mudar a opinião ou forma de vida de ninguém, mesmo que isso de alguma forma me atinja, não é problema meu.
mas sim, chego a conclusão que as coisas funcionam assim, não adianta dizer que está chateado com o mundo, que ninguém te aceita ou te respeita, que tem que viver em mundos paralelos...
o maior culpado disso é puro e exclusivamente você mesmo! dói? o diabo... mas é isso.
enquanto você mesmo ter preconceito com a vida que deseja levar, enquanto você achar errado ser gay, sapa, trava, gato, cachorro, porta, armário, papel você vai continuar sempre não sendo “aceito”, o problema tá na cabeça da gente, pra sair certo, tem que sair certo de dentro...
....
difícil? pohaaaaaaaan! pra caralho e com efeito de matrix bróder! mas ninguém disse que ia ser simples... a gente sofre picas, mas acho que vale a pena no fim das contas.
apoio! brigo e enfrento se precisar, mas não me venha com mimimimi que o problema é de dentro pra fora e não o contrário...
no itunes: wolf parade – fancy claps
mais do mesmo
já tive milhões ou trilhões ou infinitos blogs!
seria mais um com as mesmas coisas, ou mais um com coisas diferentes, ou um novo com um mundo novo.
os medos acho que são os mesmos, as preocupações também, agora talvez com mais vodcas e anos de vida.
tô maior, em inúmeros sentidos, mas menor em tantos outros.
morri e renasci tantas e tantas vezes em tantos e tantos blogs, que provavelmente serei igual e completamente diferente de tudo.
enfim, suposições e a vida é cheia delas, sou só mais uma!
preciso tomar os remédios pra melhorar isso! =]
ou ouvir mais música, ler mais, ir mais ao cinema, fazer mais sexo, amar mais quem me ama mais...
ou ouvir mais música, ler mais, ir mais ao cinema, fazer mais sexo, amar mais quem me ama mais...
quem sabe como resolver?? ninguém, certeza...
no itunes: hole - plump
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