22 de julho de 2011

passive agressive

com esperanças vazias sobre tantas coisas, que me sinto uma menina de conto de fada.
não tenho idade, saúde ou paciência pra me apegar a coisas vazias, coisas que sei que não faram nada de concreto pra mim, mas no momento sinto que preciso me agarrar em alguma coisa, antes que seja tarde.
quando você sente nas veias, quando as coisas perdem completamente o sentido, não tem muito o que fazer, você precisa se apegar.
quando a vida vira um circo, você precisa mesmo se apegar, senão você vai sufocar embaixo do toldo multicolorido.
me sinto sonolenta de um modo geral, apática, um estado letárgico em fusão.
...
as coisas estão caindo da minha cabeça.
eu apenas não acho que seja o bastante.

no itunes: suede - animal nitrate

12 de julho de 2011

fateful day

estou desesperadamente procurando minha zona de conforto, todo mundo fala dessa tal zona, e no meu caso a única zona de conforto que tenho inclui bebida forte e coisas ilicitas e isso não deve ser certo, num plano razoavel de vida.
meu terapeuta insisti no combo: casa de mãe + remédios certos + terapia intensiva.... olha mais do que faço fica meio impossivel.
eu queria uma zona de conforto, só por um momento, só pra me sentir bem de uma forma não tão extremista.
queria parar de  estar sempre em eterno desespero.
pedir muito?
esse amargo da vida está me deixando cansada de tantas coisas.
essa anestesia, esses passos sincronizadas, esses ossos fracos.
acho que me lembro de coisas profundas, que me fazem ter o gosto amargo na boca!
...
killing time!

no itunes: bjork - assassin

10 de julho de 2011

friendship

sometimes i fell..
sério agora.
ás vezes o desespero aparece, nem é nada, só um desespero estranho por alguma coisa mais estranha ainda.
ai você faz o que pode, e no meu caso o que não pode também, ai você acha que vai se sentir melhor, e vai, não tenha dúvidas, mas você se sente melhor, mas o meu melhor é miserável.
ai a gente procura onde segurar, tipo quando tá num ônibus lotado, que você nem precisa segurar, mas se vier uma curva alguém vai ser apertado, então você procura desesperadamente onde segurar, mesmo que não exista nada viável a vista.
ai você procura, e às vezes acha, não é sempre, mas às vezes acha alguém disposto a sair de casa num domingo de manhã fria ir até a sua casa com um pote gigante de sorvete de pistache e um box de dvd de uma série que você nunca ouviu falar mas acaba adorando.
ai vocês passam o dia enroscadas na coberta, vendo a série e tomando sorvete de pistache.
e as coisas não melhoram em nada, mas você sabe que ela está tentando, por vocês.
e isso? isso faz valer a pena.

no itunes: ah nada

em tempo, a série chama Good Guys, passa na FX e é bem bacana, sobre dois tiras meio bobos, mas é engraçada na medida certa.

7 de julho de 2011

think


eu me conheço.
quero dizer, eu acho que me conheço, sinto repulsa quando penso sobre mim, mas mesmo assim sei o que acontece por aqui, na maioria das vezes.
e sei bem o que está acontecendo agora.
é quase como se estivesse recebendo um feedback das minhas ações, sim, sei aquela coisa de toda ação tem uma reação.
pro inferno com isso.
claro que sei que tudo que faço acarreta em outra coisa, mas daí a ter uma preocupação latente beira o irracional.
[comentou o ser que toma prozac com vodca, bota racionalidade nisso]
e convenhamos, minha vida nunca teve a menor lógica, porque agora ela teria? sem drama queen, mas fui fadada ao fracasso quando descobri as delicias de remédios controlados.
a questãn agora é saber quanto tempo isso vai durar, tentando ser a mais realista que meu cérebro me permite depois de tantos remédios, eu não sei ao certo, não dá pra saber, mas sei que minhas unhas estão quebrando de tanto arranhar a parede.
como disse eu sei bem o que está acontecendo agora, tá, parece contraditório.
WAIT! eu não sei o que está acontecendo, porque não tenho percepção suficiente pra isso.
mas até pro mal a gente fingi sabe ou seria só mais um pensamento ilusório mesmo? poxa, não tinha pensando assim, agora vou pensar que talvez eu esteja fazendo uma baita de uma confusão meio tolinha pra minha idade.
droga, não sei o que pensar agora.
esqueci de teorizar no começo. ¬¬

no itunes: the ting ting – fruit machine



5 de julho de 2011

darkness

quando tá escuro, é quando eu fico à vontade de ser eu.
quando tá escuro, é quando eu fico bem com as minhas coisas.
quando tá escuro, é qunado eu consigo enxergar.
quando tá escuro, é quando eu consigo lidar comigo mesma.
quando tá escuro, é quando eu me sintomenos morta.


no itunes: adele - tired

4 de julho de 2011

beat it

acabo de ouvir num episódio de Law & order SVU, sobre uma garota que matou a mãe alcoolatra, quando perguntada porque ela não contou sobre a agressão que vinha recebendo, ela disse: "porque quando você conta, ela se torna real, e enquanto você não conta nada, você apenas ignora que ela tenha existido."
não consigo pensar em como pode ser mais verdade isso, como de repente a gente se vê ignorando coisas, porque verbalizar as fazem reais e tem horas que é melhor que continuem dentro da nossa cabeça.
teria milhões de desculpas, de situações pra não contar e não verbalizar, mas mesmo assim de alguma forma elas se tornaram reais...
por mais ignoradas que elas tenham sido, uma hora elas acabaram saindo sem querer, sem verbalizar mesmo, se transformaram em atitudes, gestos, situações, projetos, brigas, se tornaram coisas que não existia mais um jeito de não verbalizar, mesmo que não verbalizando de fato.
é complciado, e acho que perdi o foco ou a ideia do que queria falar realmente, só sei que o episódio mexeu comigo por várias razões, em vários momentos me vi na pele daquela garota, por mais adverso que foram as historias se comparadas, mas os medos, as brigas, no fim das contas, são as mesmas de alguma forma.
me tocou principalmente pela vergonha, de ter feito algo e depois ter se arrependido, na verdade não ter feito e ter se arrependido, em ter deixado acontecer e ter se arrependido, na verdade no fim das contas você tendo culpa ou não, você fica marcado, não só no lado fisico, que tmabem deixa marcas que não saem nunca, mas a vida fica marcda, a historia fica marcada, o passado fica marcado e o futuro...bom, o futuro também fica de uma forma perturbadora demais pra se pensar, mas que existe e por mais que você finja que não, ele está lá e vai te pegar quando você menos esperar.
ficar marcado por coisas que você não sabe explicar pode ser mais complicado e dolorido do que parece, afinal você não tem controle, pela marca, ela está ali por coisas que aconteceram, mas você não sabe direito como elas foram parar ali, e ai o que pega é como tirar uma coisa que você não sabe como foi parar lá.
não existe forma de se fazer isso, acho que não existe forma de tirar, e no fundo, não e uma opção.
nunca é.

no itunes: estou cantarolando dentro da minha cabeça, uma música da bjork que ela diz que meninas grandes são fortes, mas são incapazes de sobreviver.

like a stone

tediosa, semi-muda e superficial.
...
quando você está fudida, é fácil não ter rumo.
você tá sem rumo, porque está fudido e então tudo é culpa da sua tentativa de sobreviver.
mas ai quando as coisas, não q2ue ficaram legais, mas quando não estão tão fudidas a ponto de você estar correndo risco de vida e tals.
faz o que?
eu ouço o tempo todo que sou preguiçosa, eu sou mesmo, a questão não é essa.
é que na verdade eu não sei e não quero fazer nada na vida.
se eu tiver que escolher entre sair e fazer qualquer coisa ou ficar na cama, pensarei seriamente na cama.
não tenho grandes planos, não quero ficar rica, não quero ter carro, não quero ter apartamento, não quero escrever um livro, não quero ser famosa, nada, nada mesmo.
sou vazia?
sou neutra?
sou quebrada?
sou preguiçosa?

no itunes: arctic monkeys - riot van

1 de julho de 2011

shocked

"são corridas solitárias que nos fazem perceber o vento. é o tipo de situação que te faz pensar."
tenho quase certeza que isso não é da minha cabeça, fico pensando se vi virginia wolf dizer isso em as ondas, mas não tenho certeza, com certeza seria minha leitura preferida, se eu não tivesse pelo menos mais uns 137 livros preferidos.
...
sempre quando acontece alguma coisa, eu fico imaginando se vai ser "o acontecimento" ou não, e quando penso em "o acontecimento" é algo que pensarei em longas viagens de ônibus, ou quando você está sentado perdido no aeroporto pensando se o avião vai cair ou não.
paranóia, sempre! =P
mas eu sempre penso em situações, normalmente fico ruminando quando estou sozinha fazendo algo mecânico, mecanico no sentido de não estar sentindo realmente prazer no que se está fazendo, como longas viagens no bus quando a música do ipod parece boba.
eu sempre fico ruminando situações, umas mais que outras, mas sempre faço isso, estou agora por exemplo, ruminando a conversa no msn que me levou a ir à augusta hoje, eu sei e ele sabe, que a nossa amizade morreu naquele dia e que nunca mais seremos os mesmos um com o outro.
aquele ar pesado está presente, mesmo numa conversa desconpromissada, cheia de "ai que saudade", "preciso te ver", no fundo isso não existe mais, não da forma que existia.
dói, mas não sangra, porque estou mais do que acostumada a ter perdas nesse segmento falho de comportamento, mas é meio chocante.
estou chocada, a verdade é essa.
...
estranho até pra mim, eu sei!

no itunes: placebo - dark globe