20 de outubro de 2011

we belong togheter

como são as coisas.
eu nunca tive muitos amigos, posso contá-los nos dedos e ultimamente em apenas uma mão e ainda sobram dedos.
e sempre em momentos como esse, quando vejo algo que me remete a isso, penso numa única amizade que realmente me faz falta.
me faz falta pela risada, pelo amor, pelas horas a fio falando bobagem, pelas conversas sérias, pelo abraço apertado e principalmente por não precisar falar.
o olhar, era só isso, entender uma vida num olhar.
isso é mágico, atemporal e fiel.
é entender, saber, conhecer.
é uma coisa que não tem pra qualquer um, que não consegue com qualquer um e não se perde por qualquer um.
e fico pensando o que foi que aconteceu com a gente.
eu sei, você sabe, ninguém ao certo sabe. só nós!
te preservo e me mantenho neutra, me mantenho a briguenta, a odioso, te preservo, até nisso, até depois disso, te preservo.
evaporamos.
uma a uma.
te preservo por mim e por você.
te preservo porque we belong togheter.
está tatuado no seu corpo, nas nossas alianças e nos nossos corações.

no itunes: yeah yeah yehas - tick

11 de outubro de 2011

first year

quantos dias mesmo? 
foram, de fato, dias? meses? anos? horas? 
não sei realmente não lembro.
não sei ao certo quanto tempo passou, quanto tempo longe dos fios da barba. 

mas sei que passei.
o porta retrato parece como outro objeto qualquer no canto da quarto. 

não é.  
ele o seguia em espera silenciosa, daquele tipo que de tão quieta nem traz agonia. 
o porta retrato, o canto do quarto, a janela.  
e ele ali, diante do café não tomado, do pão não mordido, do gosto distante.  
sentia ressaca sem ter bebido, nunca mais, sem ter dançado embriagado, sem ter perdido o sentido.
mas tinha.
tinha...
andei pelo quarto, sentei e espremi os olhos tentando me ver nas cores, no traço, nos fios da barba.
busquei algum resquício dos fios da barba, dos olhos verdes, das escolhas, do barulho da tosse...
eu queria ver mas não conseguia,
eu queria sentir mas não conseguia.
mas tinha.


no itunes: radiohead - faust arp
"i love u but enough is enough, enough, a last stop, there's no real reason..."

1 de outubro de 2011

she don't lie, cocaine

calor abafado, sol nas cortinas, movimento quente.
conversa engraçada, uma carreira.
duas, três, quatro.
muitas e muitas depois...
quadril balançando no branco da festa, o pó, o suor e a felicidade.
muita felicidade branca como a neve, gelada como a neve e infinita como a neve!
....
"você é como mágica, me facina, me encanta e é completamente misteriosa"
frase da noite que me fez pensar, me fez sentir, me fez querer.

no itunes: chico - ah se soubesse

23 de setembro de 2011

love

se é pra seguir, aponte ao menos em que direção.
se vai sentir, amarre os pés, cabeça e o coração
se vai voltar, se não disse foi embora....
apague a luz e um beijo meu amor!
amor, amor, te encontro só num próximo refrão.
amor, amor, não chore se eu morrer de novo!
amor, amor, espelho dos meus erros, meu vilão.
amor, amor, vou te deixar morrer de novo!
...
o mundo passe e volta, voa leve e solto, sem vozes, prédios, carros ou aviões!
tudo passa... rente!

no itunes: chico - tem mais samba

20 de setembro de 2011

red eyes

a nossa música nunca mais tocou...
hoje estou aqui para me despedir de você.
de tudo que em você me traz inspiração.
de como somos diferentes e incrivelmente distantes.
de como sempre amei tudo aquilo que você gosta,
e como absurdamente tento odiar..
às vezes sinto saudade da minha falta de palavras.
da forma que meu coração parava.
errei quando te amei no infinito
você errou quando me quis sem saber o porquê.
não finja que me perdoou.
finjo que não te quero mais.
mas sinto saudades de você, beija-flor
fique bem.
e me ame sempre que precisar.
....
"...every time you go away
i always say, this time it's goodbye dear
loving you the way I do
iI take you back, without you I'd die dear..."

no itunes: bjork - anyone who had a heart [vedadeiramente enlouquecedora]

16 de setembro de 2011

sou besta, né, normal...
ouvindo uma música: Carolina do Seu Jorge, depois de um tempo me deu um estalo e ri sozinha, mas ri MUITO, por quase o resto da música toda.
nunca fez tanto sentido essa música!

"ôhh Carolina eu preciso te dizer... (8)"

no itunes: Seu Jorge - Carolina

deserve

chega a ser dolorido pensar em certas coisas.
nem por nada, não acredito em contos de fadas, mas acho que machuca de uma forma meio surrealista demais pra esse mundo perverso.
eu fantasio, sou designer, faz parte, criatividade alta, imaginação voadora, é normal, dizem que é, eu acredito, porque eu fantasio, opa repetiu! e acredito na bondade do ser, acredito no amor eterno e no carinho gostoso.
mas não, não acredito mais em grandes  soluções, amores avassaladores e gripe mal curada.
acho que fiquei fria, e com algumas atitudes fico mais.
me dá asco, pego nojo, eu pego mal, muito mal com as pessoas.
principalmente com conversas mal resolvidas, fugas extraordinárias e leite condensado mal cozido.

não sou mais ou menos que você, não mereço mais ou menos, ok, talvez menos dependendo da visão que se tem.
mas,
mereço sim ser bem tratada, mereço frases inteiras e explicações divinas.
mereço corpo quente, fruta de época e chá com leite.
mereço mão dada, cinema vazio e augusta lotada.
mereço assunto completo, música boa e revista não lida.
mereço corações, flauta doce e chiclete de melancia.

mereço mais, muito mais, muito muito mais que isso.
meu coração é grande, minha vontade persiste e insiste no que eu posso ter, no que mereço.

eu amo demais, mereço amor demais, promessas demais;
e agora acho que não mereço mais você! algum dia mereci?

no itunes: wolf parade - kissing the beehive

11 de setembro de 2011

idiot

chorei hoje, e chorei muito....mas foi só por hoje, e hoje somente...
acho que eu sou a única pessoa no mundo que consegue escrever o nome errado, e às vezes eu troco a minha data de nascimento também...
mal tenho tido tempo pra grandes reflexões agor, parei de escrever sobre mim ou o que sinto, parei de escrever de verdade, minha caligrafia tá péssima, bem como minha capacidade de auto-análise, que nunca foi lá essas coca-colas....
ultimamente ando tão ocupada de construir um futuro pra mim, tão ocupada de me ocupar das preocupações que eu não tenho agora mas que terei mais tarde, que esqueci que eu mesma existo nesse tempo, no presente...
não existe mais esse presente, eu ando imersa numa utopia, um idealismo de uma vida que eu sei que nunca terei, por mais que eu batalhe...
as coisas pra mim tendem a parecer sempre piores do que realmente são, isso porque eu fico prestando atenção nos desdobramentos, nas conseqüências, eu penso, penso a mais e repenso, e chego à conclusão de que qualquer decisão que eu tomar agora será pra ver um problema mais tarde, minimizar esses problemas imaginários virou questão de honra. passo horas a fio imaginando...
eu me engano o tempo todo....
sou só mais uma idiota tentando achar um sentido pra vida, quando bem no fundo, ela não tem nenhum...tenho plena noção disso...
no mais, eu sinto ânsia.... 

no itunes: billy corgan - DIA

10 de setembro de 2011

time to smoking

então eu realmente voltei a fumar mesmo...
e exatamente do mesmo jeito que há doze anos: um dia, um traguinho só por diversão, o traguinho dando aquela tontura gostosa de quem não está acostumado, aí mais um aqui, outro ali, e puft, quando a gente vê, já está comprando maços de novo e ficando preocupada quando fica sem...
não sei se é vício [se fosse, talvez eu não tivesse conseguido, em certa ocasião, parar por uns quatro anos], mas a verdade é que eu gosto....sim, eu gosto, acostume-se...
fumar me dá motivo pra sair da sala, ou da gráfica, ou de qualquer lugar onde a fumaça de um cigarro possa incomodar loucamente ou envenenar mortalmente outras pessoas, normalmente delicadas flores que cheiram fumaça de óleo diesel aos quilos todo dia, se entopem de picanha cancerígena e bolachinhas recheadas com gordura trans sabor artificial de morango, flertam [flertam nada, trepam, em todas as posições listadas pelo kama sutra e em mais 17,5 ainda em fase experimental e não aprovadas pelo F(o)DA] com a cirrose e fodem com a paciência dos circunstantes através do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e do uso extremamente econômico do próprio superego e de qualquer migalha de educação que suas mães e pais lhes tenham dado, tomam remédios pra emagrecer que as deixam maníacas e agressivas ou ansiolíticos que as deixam lerdas, burras e sonolentas, piram sem contemplar a quantidade de pesticidas, hormônios sintéticos e transgênicos existente em suas verdurinhas, frangos atropelados e grãos super saudáveis, ou seja: o cigarro não deixa de ser uma espécie de arma anti-mala histérico-hipócrita-burro, uma desculpa para a solidão, um repelente contra representantes da juventude sadia-e-dourada e da velhice apavorada ao mesmo tempo, com o ganho extra de que até as criancinhas ultra-chatas também são incentivadas a sair de perto do dragão cospe-fogo que insiste em não embarcar nesta forma de histeria, discriminação e perseguição em particular...
infelizmente, por outro lado meu pobre Free atrai também a forma de vida mais baixa do my own private livrinho de biologia: o chato saudável que só quer o seu [ou, no caso, o meu] bem [sem que ninguém lhe tenha pedido, ou permitido, tal preocupação, mas isso pra ele é detalhe sem importância] e portanto não pode deixá-lo se envenenar sozinho e em paz no seu canto, sem se sentir mandado por Deus e o destino a vestir sua capa sagrada, pegar a espada de fogo e a auréola de santo e vir encher o saco, seja com dados e estatísticas sobre as mortes causadas pelo cigarro, seja com gracinhas imbecis sobre fumantes serem fedidos ou, pior ainda, sacar da originalíssimas piadinhas da década de 70 do século passado e sem graça desde então...
eu sei que cigarro faz mal, não preciso que ninguém me diga isso, assim como sei que praticamente tudo o que eu respiro, como, bebo, ingiro como remédio ou passo na pele como hidratante também faz... da mesma forma como tantos desses chatinhos health-crazed sabem que a AIDS ainda mata, mas preferem acreditar que não porque não gostam de usar camisinha, ou desconfiam que talvez morar sob torres elétricas lhes cause câncer, mas não estão dispostos a procurar outra casa ou a criar caso com as companhias que fornecem eletricidade [ou a indústria alimentícia, ou automobilística, ou eletrônica E ATÉ A tabagista, enfim: com corporações grandes, poderosas, bilionárias e cheias de advogados]... normal, né?! muuuuito mais fácil, prático e econômico pegar no pé ou torrar as paciências da pessoa física indefesa, ou seja, do pobre coitado fumante mais próximo....
a pessoa supre sua necessidade vital de se sentir superior a qualquer um, dá um tapa gostoso no seu complexo de santa, elimina qualquer desconfiança de estar sendo um prego com a justificativa de estar sendo altruísta – ahã – e não gasta um tostão nem compra briga com alguém que possa reduzi-la [e aos seus argumentos] ao pó de traque que, no fundo, ela já sabe que é....
eu sei que, com a minha saúde já em declínio há um bom tempo, em algum momento vou ter que parar de fumar novamente, de preferência de uma vez por todas, e provavelmente farei isso, mas farei quando e se quiser, porque eu quero, e não porque bobos manipulados de diversos tipos que gostam de se sentir superiores a mim porque não fumam, me dizem que eu devo...
e finalmente, porque ao contrário de todos esses gênios da raça, eu já percebi que fumando ou não, bebendo ou não, comendo ou não transgênicos, gorduras saturadas e o escambau, eu – e oh, sim, todos eles também – certamente vou morrer um dia, e não tenho o menor controle sobre quando ou como, pensamentozinho desagradável, né?! tem gente que acha melhor nem lembrar disso, ou, se a lembrança surgir, beber pra esquecer...
eu prefiro acender um cigarro... e pensar a respeito....
pensar, sim, é um vício, e deste eu não quero me livrar nunca!

no itunes: chico - juca

sweet dreams

ela: "tô tão gorda" - enquanto se balançava lindamente na frente do espelho.
eu: "gorda? tá maluca? se você está gorda, tenho medo até de pensar sobre o que eu estou."
ela: - ainda se mexendo na frente do espelho, fazendo caras e bocas - "você está linda, uma delicinha que eu adoro tá!!"
...
sem objetos pontiagudos no local, ego extremamete inflado! =P

no itunes: chico - se eu soubesse [MUITO MUITO MUITO!]

30 de agosto de 2011

psico killers

eu tenho surtos, já tive vários...
tem a ver com a bipolaridade, com o esquecimento dos remédios, com meu humor e com a minha loucura, obviamente.
já tive surtos de quebrar tudo, destruir a casa e me destruir.
já tive surtos de gritar com estranhos, bater nas coisas e ser levada pela policia.
já ttive surtos que perdi a noção e saide casa nua.
e já tive e ainda tenho muitos, pequenos surtos, ou o que eu chamo de surtinho.
tive um hoje, cheguei e me perdi, bati as portas corri pro banheiro revirando as coisas atras do remédio, achei, tomei e comecei a grritar, porque dói, a alma, dói tanto que tenho que gritar, gritei, me senti mal, vomitei, siêncio, tristeza, peso, muito peso.
ficar quieta, isso acalma, mas demora.
ai eu só quero morrer.
muito!

no itunes: bowie - china girl

detachment

eu amo.
amo mesmo, quando eu resolvo amar alguém, eu amo mesmo, eu me jogo, eu acredito, eu me inundo [e me afogo ás vezes] eu me deixo levar, eu ajudo, mato e morro.
sou assim, não fui sempre, mas aprendi a ser porque acho que no fundo é o que vale a pena, amar alguém vale a pena.
relações, e quando digo aqui de amor, digo de relações entre pessoas, seja ela qual for, quando eu me relaciono com alguém, melhor ainda: quando eu DEUXO alguém se relacionar comigo, entrar no meu mundo, me deixo ser, é porque eu já amo.
e eu amo rápido, me apego rápido, se você se mostrar um pouco interessante e capaz de me abobalhar, eu vou te amar rápido, e se você surpri todas as minhas expectativas, ai vou mesmo te amar mais rápido e te deixar ficar no meu mundo.
mas em compensação, com a mesma rapidez que amo eu desamo.
eu desapego.
fácil!
eu espero coisas, vontades, atitudes, espero ás vezes demais e me irrita quando não tenho, quando o outro corre.
eu te amo então faça por merecer, mereça meu amor, sem prepotencia alguma, é apenas, cuide bem pra ter sempre, se o amor existe seja legal e me ame de volta da mesma forma.
não existem graus, uns mais outros menos, não deveria pelo menos.
e se existem, eu desapego.
com a mesma rapidez, com a mesma força e com a mesma rigidez.
eu me apego em detalhes e detalhes mal resolvidos, mal feitos, mal interpretados, me machucam e me fazem desapegar.
...
o relógio vem fazendo tic tac cada vez mais rápido nos últimos tempos.
pequenas atitudes que me fazem acreditar em coisas que não gosto.
não insulte minha pouca inteligência.

no itunes: regina spektor - 20 years of snow

19 de agosto de 2011

talking to myself

"você é muito sutil num mundo muito barulhento"
ouvi isso hoje no final da minha sessão de terapia e venho pensando desde então o que isso realmente quer dizer, ou deve me dizer.
eu sou do tipo que quando precisa analisar alguma coisa, vai a fundo, então fui ver o significado direito das palavras, pra evitar interpretações erradas.
e devo admitir que quando achei o significado de sutil, fiquei um pouco assustada, não que não soubesse, mas depois de ler tantos significados, fiquei realmete pensativa em como essa frase pode ser ao mesmo tempo um elogio como uma ofensa.
tenho quase certeza, pela pessoa que fez esse comentário, que a ideia era exatamente essa me fazer pensar pro bem e pro mal, e tirar ou não proveito disso.
tentando ser racional de uma forma menos extremista, é complicado entender o que tudo isso pode ser, me sinto cercada num mundo estranho, isso não é uma dúvida pra mim, eu sou uma pessoa bem diferente do que costumo encontrar, de uma forma geral, dificilmente me encaixo com as pessoas a minha volta, tenho os meus amigos, que são tão loucos e junkies quanto eu,mas dificilmente me encaixo no esteriotipo normal e funcional da sociedade.
tenho sonhos, medos, manias, como qualquer outra pessoa, mas de uma forma bastante diferenciada.
não sou menininha, não vejo novela, abonimo telejornais, não ouço rádio, prefiro a noite, não gosto de conversas vazias, não sou de ouvir qualquer música, e isso só pra começar.
dizem que viver não é pra qualquer um, sou um tipo desses aleijados exestenciais, que não sabem o que querem e nem o que não querem, e experimentam de tudo e de nada, seguir a vida desregrada e ao mesmo tempo atolado nas regras, é algo quase motivador, mas não, não é. MESMO!
estar no limbo do mundo, pode parecer muito cool, e é, não tenho dúvidas, mas é cansativo.
cansativo porque não estou nessa de limbo pra fazer tipo, estou porque não faço a menor ideia de como levar as coisas de uma forma diferente, minha mãe comentou dias átras que me acha um ser sensível demais pro mundo, senti isso como uma elogio meio misturado com uma constatação triste e doce do que me acontece.
ser sensível não tem nada a ver com fraqueza ou fragilidade, tem a ver com a forma como você se sente com o resto, o fato de me sentir tantas e tantas vezes de joelhos, só mostra o quanto não faço parte desse mundo.
estar de saco cheio da vida, é meio complicado, tanto de falar, quanto de alguém entender, acho que a única pessoa que realmente entende o que quero dizer ou o que eu queria dizer, não compartilha mais de uma vida comigo, querrendo ou não, ela era a única que entendia, que conseguia verbalizar a forma como eu expressava.
seja como for, o díficil é ter que viver, o dificil é ter que viver com tantas constatações contrárias ao óbvio.
é fancinantemente tardio sentir coisas tão singulares com tanta vida já vivida.
me falta coerência interna, é isso é meio assustador, me sinto estrangulada em mim mesma, porque falta bom senso de eu comigo mesma, falta aquela coerência pra tudo se fechar num ciclo sádio e aceitável pra mim e pra qualquer um.
seria extremamente patético, mas funcional acima de tudo se eu conseguisse equilibrar a tolerância com a zumbição que esperam de nós every day! ter essa formula mágica de equilibrar mente e corpo, ver e ser vista, viver e deixar viver, em que site encontro isso??
só sei fazer isso entupida de loucuras ilícitas e uns tarjas pretas, regadas a altas doses de vodca vagabunda e radiohead.
ahhh não disse que viver no limbo deixa a gente cool??
sou cool depressiva, com pitadas de loucura mundana.

no itunes: deftones - stripped

18 de agosto de 2011

light ends

minha vida é irrelevante.
disso não tenho dúvidas, principalmente agora.
eu leio coisas que me chateiam e me doem, mais do que as quedas que levo por ai.
é insuportávelmente simples resolver, mas que de alguma forma simplesmente não resolve.
quando é que isso vai virar alguma coisa, não sei, não dá pra saber, mas que dá uma quase vontade de perguntar, isso dá.
....
eu me afasto das pessoas, sempre fui assim.
eu não tenho idade, nem saúde, nem paciência pra me me desgastar, viver por alguém ou qualquer outra coisa.
por isso sou sozinha, tenho preguiça do sentimento alheio.
sou vazia.

no itunes: peter bjorn & john - just the past

15 de agosto de 2011

now we're all alone

não sei se existe um momento para decidir: vou ao cemitério.
não deve ter, acho que você sente aquela coisa e vai, se vai ser bom ou não, é outra história, se é que pode ser bom.
assisti CSIs suficientes na vida pra ter a nítida ideia do que realmente está lá, meu pai não está lá, porque também tenho conhecimento da "verdade" dos cristãos e toda aquela coisa de corpo e alma e blábláblá....
não sei ao certo o que esperava encontrar, se de repente teria um alívio em ver aquilo tudo ou acreditar de uma vez por todas que não era sonho, sei lá, impossível verbalizar qual eram os pensamentos pra se chegar nesse momento.
mas fui, dia dos pais, um ano exatamente que havia falado com ele pela última vez, cemitério cheio, coração batendo forte, ela segurou minha mão e disse que tudo ia ficar bem, eu olhava pra ela, e o sol que vinha de trás fazia ela ficar apenas uma silhueta no céu azul, com cabelos espetados brilhantes, e eu não me sentia ali, meu corpo queimava e parecia que um peso de milhões de kilos estava bloqueando meu pulmão, quanto mais andava por entre a grama, mais díficil ficava de respirar, sentia o suor descer pelas costas, e a mão dela apertando a minha cada vez mais.... ela achou e apontou, quando vi a placa e as flores meu coração disparou, senti que ele ia sair do peito, comecei a recuar e ela me abraçou, senti o braço quente e peludinho encostado no meu, e a voz rouca e embargada de lágrimas falando que estava tudo bem, olhei pra baixo e via minhas lágrimas descerem pela sininho tatuada com perfeição e eu nem sabia o que pensar, eu queria correr, muito.
mas eu estava ali, era pra ver não era, então eu precisava ver, acho que de repente, eu precisava de uma prova de que não estava louca e que tudo havia mesmo acontecido, e quando li o nome, a data, a frase que demoramos tanto pra escolher, mas pareceu cair tão bem... quando vi aquilo tudo, o dia escureceu.
minhas pernas amoleceram e eu chorei, pura e simples, chorei, chorei, chorei e chorei, não precisei de mais nada, não precisava de abraço, não precisava de amor, eu só precisava chorar.
chorei e fiquei de pé de frente ao túmulo do meu pai e chorei, não tinha vontade de falar, não sentia necessidade de mais nada, só chorar.
fiquei ali por, não sei, talvez vinte minutos, e de repente o choro acabou, parei de chorar, limpei os óculos, coloquei a tulipa vermelha que havia comprado, uma única tulipa com um lacinho verde, cor do palmeiras, coloquei sobre o túmulo e sai.
ela me olhava de longe, cabelos voando com o vento forte, cigarro aceso com um ar de blasé quase entediante, um sorriso vermelho e marcado, chorado e soluçado, sofrido, talvez pela ideia do que virá, sentimento dolorido saber que isso vai chegar, mais rápido do que se imagina, ter alguém doente terminal é a certeza da dor, impactante e furiosa.
...
bom? não sei, hoje pela primeira vez não chorei quando acordei, não senti aquele aperto ao ver a foto, melhorei?? como saber, acho que não tem isso, dias ruins, dias bons, dias....
não sei qual é a sensação.
acho que renasci.

no itunes: rem - losing my religion

11 de agosto de 2011

bad romance

não sou romântica, mas tenho um lado poético aflorada... ai que bichice!
enfim, não sou romântica, mas acho que fantasio demais em alguns momentos, não diria que sou sonhadora, não sou, a vida já me deu várias dicas de que nada é sonho.
mas tenho ás vezes vontades, posso chamar assim, vontade de que as coisas sejam de uma forrma, o que não quer dizer de forma nenhuma que serão ou que isso influencie nas coisas.
mas eu tenho essa vontade, e acho que fantasiei e sonhei e sei lá mais o que, sobre um final surpreendente, com choros, brigas, perdões, amores, tristezas e um pedido de não me deixe.... ok, ok, eu tenho 26 anos, por deus, é rídiculo, mas o que fazer?? era uma vontade.
me lembro bem de um episódio que envolvia alguém de um passado distante, de um amor bandido e perdido, que foi lindo, poético e extremamente delicioso de lembrar, e apesar de toda a loucura que envolve a não-relação de hoje, é um momento que guardo com amor.

...
flashbak? off course! ela indo embora pra Londres, trabalhar, e eu chorosa no aeroporto querendo que ela ficasse, querendo colo, querendo que ela me amasse, e rolou um boa-viagem-se-cuida-te-amo, beijos, abraços,. choro, olhos vermelhos.... rolou um "eu não quero que você vá" rebatido por "eu não quero ir", mais choro, mais beijo, mais abraço, costas, ela foi pelo corredor e eu sai chorando, e de repente ouço a voz dela e tudo fica lindo.... ela não foi a gente ficou junto, e ela quis me matar, enfim....

....  
o caso é que, foi poético, foi bonito, e guardo com um amor quase seprulcal, é uma coisa minha, um momento meu.
e acho que por esperar demais, acabo me frustrando por besteiras, sejamos práticos e tudo acaba funcionando melhor, é isso mesmo que acaba funcionando e num ano de TCC é o mais indicado.
a praticidade é o melhor, mas fere meu ego, machuca minha feminilidade de uma forma chata que me entristece, pura frustração de uma alma perturbada.
no fim, esperava que as coisas mudassem?? claro.
quem não tem esperanças é vazio, sou cheia delas, não posso negar, e por mais que negasse pra mim mesmo, eu ainda tinha milhões de esperanças de um jeito ou de outro.
acho que no fundo eu esperava consegui-la de volta.
mas por outro lado, isso só me dá gás pra querer mudar, deixar as coisas acontecerem e sair da minha zona confortável que no fim não era tão confortável assim.
assim que meu ego ferido sarar, as coisas vão andar.
tenho certeza.

no itunes: hot chip - ready for the floor

sky lights

hoje eu vi o céu.
não via o céu, acho que há anos, não olhar, estou dizendo ver.
existem diferenças astronomicas entre olhar e ver, e era isso que eu não estava fazendo, eu não estava vendo.
assim como não estou vendo milhares de coisas na minha vida agora.
eu deixei de ser criança aos nove, em um dia de sol forte, eu deixei a minha infância de lado e precisei crescer e lidar com coisas que não queria.
e nesse dia, nesse dia especial, que lembro como se fosse hoje, posso contar os cheiros, como era meu shorts roxo de flor e como estava um dia lindo que eu não precisava ir a escola, e lembro do céu, do sol, das nuvens e naquele dia eu parei de ver o céu.
hoje eu o revi, meu velho amigo estava lá, imponente, azulzinho, lindo, elegante como só ele sabe ser.
foi bom ver o céu, sentir a brisa da manhã e de repente parecer que tudo pode ficar mais tranquilo.
eu espero desesperadamente que fique, mas hoje, só hoje, eu senti que talvez possa.
passageiro, é, sempre é, mas é bom quando acontece.
...
"nada mais vai me ferir é que já me acostumei, com a estrada errada que eu segui e a minha própria lei"

no itunes: the twlight sad - interrupted

10 de agosto de 2011

beauty queen of only 21...
i'm not in love... yet!
i do't think it will take to happen, things are going for it.
i still feel my heart ache, but until when? i can't live this love that will not get u anywhere.
afraid to be alone, we all have.
time to go out and be happy, i deserve, right?
it's not always rainbows and butterflies, my heart is full and my door's always open, u can come anytime u want, u want to come?
girl of the golden curls and eyes as green as the fields, my heart can be urs, u treat me with love and makes me feel beautiful.
let's take a chance? i think.
may already be sure, maybe not.
hey u, perhaps, i like u! ;-]
....
je voulais écrire ce en français pour vous impressionner.
mon français, mais par rapport à elle, devient ridicule!
ne'sais même pas si ces mots ont raison! =]
mais je vais apprendre et lire de la poésie en français et vous laisser avec ses ux rouges d'émotion, q tu me quittes.


no itunes: billie holiday - easy to love

22 de julho de 2011

passive agressive

com esperanças vazias sobre tantas coisas, que me sinto uma menina de conto de fada.
não tenho idade, saúde ou paciência pra me apegar a coisas vazias, coisas que sei que não faram nada de concreto pra mim, mas no momento sinto que preciso me agarrar em alguma coisa, antes que seja tarde.
quando você sente nas veias, quando as coisas perdem completamente o sentido, não tem muito o que fazer, você precisa se apegar.
quando a vida vira um circo, você precisa mesmo se apegar, senão você vai sufocar embaixo do toldo multicolorido.
me sinto sonolenta de um modo geral, apática, um estado letárgico em fusão.
...
as coisas estão caindo da minha cabeça.
eu apenas não acho que seja o bastante.

no itunes: suede - animal nitrate

12 de julho de 2011

fateful day

estou desesperadamente procurando minha zona de conforto, todo mundo fala dessa tal zona, e no meu caso a única zona de conforto que tenho inclui bebida forte e coisas ilicitas e isso não deve ser certo, num plano razoavel de vida.
meu terapeuta insisti no combo: casa de mãe + remédios certos + terapia intensiva.... olha mais do que faço fica meio impossivel.
eu queria uma zona de conforto, só por um momento, só pra me sentir bem de uma forma não tão extremista.
queria parar de  estar sempre em eterno desespero.
pedir muito?
esse amargo da vida está me deixando cansada de tantas coisas.
essa anestesia, esses passos sincronizadas, esses ossos fracos.
acho que me lembro de coisas profundas, que me fazem ter o gosto amargo na boca!
...
killing time!

no itunes: bjork - assassin

10 de julho de 2011

friendship

sometimes i fell..
sério agora.
ás vezes o desespero aparece, nem é nada, só um desespero estranho por alguma coisa mais estranha ainda.
ai você faz o que pode, e no meu caso o que não pode também, ai você acha que vai se sentir melhor, e vai, não tenha dúvidas, mas você se sente melhor, mas o meu melhor é miserável.
ai a gente procura onde segurar, tipo quando tá num ônibus lotado, que você nem precisa segurar, mas se vier uma curva alguém vai ser apertado, então você procura desesperadamente onde segurar, mesmo que não exista nada viável a vista.
ai você procura, e às vezes acha, não é sempre, mas às vezes acha alguém disposto a sair de casa num domingo de manhã fria ir até a sua casa com um pote gigante de sorvete de pistache e um box de dvd de uma série que você nunca ouviu falar mas acaba adorando.
ai vocês passam o dia enroscadas na coberta, vendo a série e tomando sorvete de pistache.
e as coisas não melhoram em nada, mas você sabe que ela está tentando, por vocês.
e isso? isso faz valer a pena.

no itunes: ah nada

em tempo, a série chama Good Guys, passa na FX e é bem bacana, sobre dois tiras meio bobos, mas é engraçada na medida certa.

7 de julho de 2011

think


eu me conheço.
quero dizer, eu acho que me conheço, sinto repulsa quando penso sobre mim, mas mesmo assim sei o que acontece por aqui, na maioria das vezes.
e sei bem o que está acontecendo agora.
é quase como se estivesse recebendo um feedback das minhas ações, sim, sei aquela coisa de toda ação tem uma reação.
pro inferno com isso.
claro que sei que tudo que faço acarreta em outra coisa, mas daí a ter uma preocupação latente beira o irracional.
[comentou o ser que toma prozac com vodca, bota racionalidade nisso]
e convenhamos, minha vida nunca teve a menor lógica, porque agora ela teria? sem drama queen, mas fui fadada ao fracasso quando descobri as delicias de remédios controlados.
a questãn agora é saber quanto tempo isso vai durar, tentando ser a mais realista que meu cérebro me permite depois de tantos remédios, eu não sei ao certo, não dá pra saber, mas sei que minhas unhas estão quebrando de tanto arranhar a parede.
como disse eu sei bem o que está acontecendo agora, tá, parece contraditório.
WAIT! eu não sei o que está acontecendo, porque não tenho percepção suficiente pra isso.
mas até pro mal a gente fingi sabe ou seria só mais um pensamento ilusório mesmo? poxa, não tinha pensando assim, agora vou pensar que talvez eu esteja fazendo uma baita de uma confusão meio tolinha pra minha idade.
droga, não sei o que pensar agora.
esqueci de teorizar no começo. ¬¬

no itunes: the ting ting – fruit machine



5 de julho de 2011

darkness

quando tá escuro, é quando eu fico à vontade de ser eu.
quando tá escuro, é quando eu fico bem com as minhas coisas.
quando tá escuro, é qunado eu consigo enxergar.
quando tá escuro, é quando eu consigo lidar comigo mesma.
quando tá escuro, é quando eu me sintomenos morta.


no itunes: adele - tired

4 de julho de 2011

beat it

acabo de ouvir num episódio de Law & order SVU, sobre uma garota que matou a mãe alcoolatra, quando perguntada porque ela não contou sobre a agressão que vinha recebendo, ela disse: "porque quando você conta, ela se torna real, e enquanto você não conta nada, você apenas ignora que ela tenha existido."
não consigo pensar em como pode ser mais verdade isso, como de repente a gente se vê ignorando coisas, porque verbalizar as fazem reais e tem horas que é melhor que continuem dentro da nossa cabeça.
teria milhões de desculpas, de situações pra não contar e não verbalizar, mas mesmo assim de alguma forma elas se tornaram reais...
por mais ignoradas que elas tenham sido, uma hora elas acabaram saindo sem querer, sem verbalizar mesmo, se transformaram em atitudes, gestos, situações, projetos, brigas, se tornaram coisas que não existia mais um jeito de não verbalizar, mesmo que não verbalizando de fato.
é complciado, e acho que perdi o foco ou a ideia do que queria falar realmente, só sei que o episódio mexeu comigo por várias razões, em vários momentos me vi na pele daquela garota, por mais adverso que foram as historias se comparadas, mas os medos, as brigas, no fim das contas, são as mesmas de alguma forma.
me tocou principalmente pela vergonha, de ter feito algo e depois ter se arrependido, na verdade não ter feito e ter se arrependido, em ter deixado acontecer e ter se arrependido, na verdade no fim das contas você tendo culpa ou não, você fica marcado, não só no lado fisico, que tmabem deixa marcas que não saem nunca, mas a vida fica marcda, a historia fica marcada, o passado fica marcado e o futuro...bom, o futuro também fica de uma forma perturbadora demais pra se pensar, mas que existe e por mais que você finja que não, ele está lá e vai te pegar quando você menos esperar.
ficar marcado por coisas que você não sabe explicar pode ser mais complicado e dolorido do que parece, afinal você não tem controle, pela marca, ela está ali por coisas que aconteceram, mas você não sabe direito como elas foram parar ali, e ai o que pega é como tirar uma coisa que você não sabe como foi parar lá.
não existe forma de se fazer isso, acho que não existe forma de tirar, e no fundo, não e uma opção.
nunca é.

no itunes: estou cantarolando dentro da minha cabeça, uma música da bjork que ela diz que meninas grandes são fortes, mas são incapazes de sobreviver.

like a stone

tediosa, semi-muda e superficial.
...
quando você está fudida, é fácil não ter rumo.
você tá sem rumo, porque está fudido e então tudo é culpa da sua tentativa de sobreviver.
mas ai quando as coisas, não q2ue ficaram legais, mas quando não estão tão fudidas a ponto de você estar correndo risco de vida e tals.
faz o que?
eu ouço o tempo todo que sou preguiçosa, eu sou mesmo, a questão não é essa.
é que na verdade eu não sei e não quero fazer nada na vida.
se eu tiver que escolher entre sair e fazer qualquer coisa ou ficar na cama, pensarei seriamente na cama.
não tenho grandes planos, não quero ficar rica, não quero ter carro, não quero ter apartamento, não quero escrever um livro, não quero ser famosa, nada, nada mesmo.
sou vazia?
sou neutra?
sou quebrada?
sou preguiçosa?

no itunes: arctic monkeys - riot van

1 de julho de 2011

shocked

"são corridas solitárias que nos fazem perceber o vento. é o tipo de situação que te faz pensar."
tenho quase certeza que isso não é da minha cabeça, fico pensando se vi virginia wolf dizer isso em as ondas, mas não tenho certeza, com certeza seria minha leitura preferida, se eu não tivesse pelo menos mais uns 137 livros preferidos.
...
sempre quando acontece alguma coisa, eu fico imaginando se vai ser "o acontecimento" ou não, e quando penso em "o acontecimento" é algo que pensarei em longas viagens de ônibus, ou quando você está sentado perdido no aeroporto pensando se o avião vai cair ou não.
paranóia, sempre! =P
mas eu sempre penso em situações, normalmente fico ruminando quando estou sozinha fazendo algo mecânico, mecanico no sentido de não estar sentindo realmente prazer no que se está fazendo, como longas viagens no bus quando a música do ipod parece boba.
eu sempre fico ruminando situações, umas mais que outras, mas sempre faço isso, estou agora por exemplo, ruminando a conversa no msn que me levou a ir à augusta hoje, eu sei e ele sabe, que a nossa amizade morreu naquele dia e que nunca mais seremos os mesmos um com o outro.
aquele ar pesado está presente, mesmo numa conversa desconpromissada, cheia de "ai que saudade", "preciso te ver", no fundo isso não existe mais, não da forma que existia.
dói, mas não sangra, porque estou mais do que acostumada a ter perdas nesse segmento falho de comportamento, mas é meio chocante.
estou chocada, a verdade é essa.
...
estranho até pra mim, eu sei!

no itunes: placebo - dark globe

29 de junho de 2011

"desfruta do meu corpo como se meu corpo fosse a sua casa..."
...
ás vezes acho que estou perdendo o time da vida.
me preocupo com bobeiras, me distraio a toa, me aborreço com mimimi democráticos.
estou num jogo de cartas e estou perdendo feio.

no itunes:  britta persson - finger is up

28 de junho de 2011

marketing

seria mais simples se eu pudesse comprar no mercado.
sabe, quando a gente pode comprar as coisas é bem mais simples.
posso comprar amor?
eu compraria.
e algumas cebolas...

no itunes: chico - a rita

27 de junho de 2011

"concordo que as dores podem e provavelmente são as mesmas de uma forma mais ampla, sem minimizar nenhuma de nos obviamente.
mas a situação não é que eu ache que minha vida está passando e eu não esteja vendo ou aproveitando, não é isso, eu espero que ela passe rápido o suficiente pra doer menos possivel, e acabe de uma vez, e pronto as coisas se acalmem.
acho que o caso é a forma como me dou com tudo, não só com a vida e acho que nem com a vida, acho que não faço a menor ideia do que estou falando.
eu me sinto perdida, sinto que perdi coisas que não devia, amores que não devia, pessoas que não devia, mas também nada que realmente faça lá grande diferença.
o fato de ter banalizado minha vida não chega a ser preocupante, acho chato mesmo, resumindo a história é essa neutralização que me tornei.
tudo está bom e tudo está uma merda, mas tudo bem, acho que me tornei passiva demais.
não vai ficar tudo bem, sejamos realistas, não vai e não tem muito o que fazer, não existe terapia que possa me tornar diferente do que sempre fui, mas tem horas que parece que acordo do coma e percebo como estou morna.
não que seu modo de encarar possa ser melhor, mas me parece mais efetivo que o meu, de uma forma mais empirica, independente do que sentimos, não da pra generalizar, mas acho que pode ser mais real."
...
ainda fragmentos da mesma conversa surreal.

no itunes: moby - clef

house of cards

"sabe não chega a ser um fato, eu acho.
quer dizer, talvez seja, acho que não consigo materializar dessa forma, sem que soe dramatico demais ou poético, mas acho dificil concretizar sentimentos, sempre achei, e com a velhice, parece que só piora.
quando somos crianças é fácil mostrar como estamos nos sentindo, mas essa mascara que somos obrigados a vestir lentamente conforme a vida passa, complica demais, acho que se pudesse explicar um pouco, ou tentar pelo menos, o que estou sentindo agora, seria alguma coisa do tipo, "há incendio sobre a chuva rala." cazuza que me perdoe pela copia, mas seria algo assim.
ás vezes parece que eu consegui., consegui finalmente acabar com tudo, não me entenda mal. mas é o que parece que estou fazendo desde sempre, consegue sentir isso da forma que realmente parece??  nada sofisticado, mas alguma coisa do tipo, me deixei levar, cai e não pretendo levantar, são escolhas, sempre são.
mas de uma forma menos madura talvez, acho que envelheço e ao mesmo tempo me sinto cada vez mais menina, assustada, sem saber o que fazer com tantas situações.
tá, pode ser o caminho mais simples, mas vamos ser praticos, de uma forma geral, as coisas não estão funcionando, há o que?? um ano? dois?? dificil dizer exatamente, mas não estão funcionando.
a culpa é minha, não tenho dúvidas quanto a isso, me transformei em tudo que eu temia demais, me tornei chata, fútil e monocromática ao extremo, me sinto hibrida, e não de uma forma menos literal do que possa parecer.
vivo no piloto-automático, concordando e trabalhando, sem me importar com coisas simples como as minhas observações e os meus pequenos prazeres pessoais, encontrei o amor e banalizei de uma forma inacreditável, encontrei uma supósta vocação e marginalizei por um bem maior, que no fim deu na mesma, aceitei as situações e prostitui todas elas.
eu sei que parece que estou romantizando "o fato", não estou, apesar do charme que existe no sofrimento, por mais burguês que ele seja, não chega a ser isso.
estou amarga e eternamente sonolenta, numa vida que é minha mas não sei quando a peguei pra mim, e estar amarga me parece tão estupidamente neutro."
...
fragmentos, de uma quase conversa, num universo quase real.

no itunes: adele - daydreamer


21 de junho de 2011

eu costumava pensar fabricando um sorriso.
vivendo numa casa de vidro.
você está me levando à loucura.
você faz isso todo dia...
você não faz de propósito mas isso dói como o inferno.
meu cérebro diz que eu estou recebendo dor.

no itunes: depeche mode - enjoy the silence

20 de junho de 2011

ela parece verdadeira...
ela tem sabor verdadeiro...
se eu pudesse ser quem você queria o tempo todo...
isso me maltrata....
eu vou encontrar outra pele para vestir
ou vou culpar a estrela negra
tenho que me esforçar para não desmaiar
quando vejo um rosto como o seu
aonde eu vou chegar?!
lugar nenhum.
bem simples.

no itunes: alice in chains - would

17 de junho de 2011

solicitando compaixão

queria escrever alguma coisa de impacto, que demonstrasse o que eu estou sentindo agora...mãs, sem chances, estou brava demais, chateada demais pra querer escrever...
tem um ar tão suave pra me fazer ver as coisas, que eu só consigo pensar que eu devia me ajoelhar e agradecer.
sabe, as vezes fico pensando, exatamente o que eu faço de errado, eu fico pensando se eu tento comprar as pessoas, ou sou sufocante demais.
paranóica, é talvez eu seja mesmo....paranóica, sufocante.
combina comigo...tentar comprar o amor das pessoas, também combina comigo...é, acho que o problema mesmo sou eu.
...
me lamentei como um velho, chorei, solucei!
continuo aqui com cara de pamonha, com o cabelo parecendo um ninho de pombas bêbadas, com olheiras arrastando pelo chão e com o coração totalmente em pedaços...
...
"se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais... seja como for, é uma dor que dói no peito, pode rir agora que estou sozinho, mas não venha me roubar!"

no itunes: legião - angra dos reis

16 de junho de 2011

me sinto tão invisível...
tão invisível que custo acreditar que ainda sou de verdade...
na verdade não sei se alguma vez fui...
....
minha covardia me deixa de joelhos!
talvez eu quebre...
talvez eu morra...
talvez...
....
queria um cigarro mentolado e uma trepada fácil
!

no itunes: beirut - after the curtain
está chovendo agora, enquanto eu estou escrevendo.
eu parei de trabalhar, abri a janela e olhei o céu, a cidade está coberta por nuvens, é como se fosse uma manhã vermelha, ou terracota, no tom correto.
não dá pra ver um pedacinho só do céu, pelo menos não da janela do meu escritório, e a chuva já dura uns 10 minutos.
ela é soprada gentilmente nas copas das árvores e nos telhados vizinhos, fazendo um som característico, mas muito mais suave, é como se fosse um van gogh em tons pastéis, e nada mais faz barulho no quarteirão, nem as máquinas, nem os carros, nem nada. as pessoas trabalham e a chuva cai e parece que só eu estou admirando isso, mas eu estou admirando porque não é simplesmente um cair de chuva, é diferente dos outros, aqui a chuva costuma cair em gotas gorduchas, rapidamente, sem dar tempo pra ninguém notar que ela passou.
e ela cai no pior horário pra apreciação: as fatídicas nove horas da manhã, que é hora do rush matinal pra maioria das pessoas, hoje ela está caindo sem muita força, em gotas minúsculas, tamborilando nas folhas das mangueiras, numa manhã nublada, vermelha e fria.
é quase como se eu estivesse em outro lugar.
é quase como se eu estivesse em um lugar que eu realmente pertenço,
é quase como se eu fosse feliz,
é quase como se eu não sentisse falta de nada.

no itunes: radiohead - idioteque

15 de junho de 2011

hero

hoje eu podia escrever por horas....
ando meio out, de uns dias pra cá, na verdade nem sei, ando me sentindo triste, sem motivo aparente, amanheci triste na quarta ou quinta acho e estou assim até hoje, sei lá porque, triste com as coisas sabe...tô cansada de tudo e de todos...
eu sou uma pessoa legal, sou mesmo, mas na maioria das vezes acho meus amigos chatos, entediantes, fúteis e sem graça....isso faz de mim uma pessoa pouco sociável....dificilmente algum assunto me interessa, porque a coisa mais difícil do mundo é encontrar alguém que fale alguma coisa que preste, porque até pra falar o que não presta, a pessoa tem que fazer parecer interessante....eu juro que não é por mal, eu simplesmente não consigo me interessar pelos meus amigos mais...claro que isso faz de mim uma pessoa cada vez mais sozinha...e pra ajudar eu sou estressada, mas cheguei num ponto que não sinto nenhum pouco de remorso em ignorar as pessoas, é que nem o telefone lá de casa, ignoro tanto, que nem percebo quando toca, mas eu tenho certeza que isso não faz de mim uma pessoa insensível, não sou arrogante na verdade eu gosto é de me recolher a minha insignificância...mas sabe o que eu acho??! que as pessoas andam tão egocêntricas, se sentem tão centro do universo, acham que o umbigo é tão importante, que não se conformam quando alguém simplesmente não se interessa pela melancia que adoram colocar no pescoço...
eu não quero sempre ter que conversar, nem quero sempre ter que agradar as pessoas, tem dia que eu quero só olhar pra mim e achar que o mundo gira em torno do meu piercing, mas tem hora que eu quero falar mais que a boca, mas ai nessa hora que e não acho ninguém pra conversar, não que eu queira um papo intelectual, nada a ver, eu não sou culta a esse ponto mas eu quero falar de alguma coisa que me interesse, mesmo que seja a maior futilidade eu preciso que me interesse....
fica parecendo que eu estou querendo ser superior, que eu sou auto-suficiente, que eu sou culta demais, inteligente demais pros outros, mas na real eu só perdi a paciência de querer agradar todo mundo e me encher de papo fútil....
mas ultimamente nada me deixa empolgada, ninguém consegue me empolgar a ponto de eu querer fazer sabe, eu ando muito no automático, faço o que me mandam e tudo bem....não ando empolgada com mais nada, estou sobrevivendo e apenas isso, as coisas pararam de fazer sentido pra mim...
eu não sei o que fazer, isso me incomoda, não pelos outros, mas pelo medo filho da puta que tenho de ficar sozinha, eu adoro a solidão, amo mesmo, mas adoro ficar sozinha com alguém, sabe ficar em silêncio, ficar quieta na minha mas com alguém perto, alguém que eu realmente goste de conversar, alguém que ainda consiga me arrancar alguma coisa, me faça sentir alguma coisa intensa...eu ultimamente não sinto nada, me sinto vazia...
parece que acabou, tudo que eu precisava já fiz e acabou agora é só isso mesmo: sobreviver a vida....
sobreviver, né?!

no itunes: hot chip - colours

out mind

sabe, eu estou a ponto de surtar, eu sei disso, minha cabeça está a mil...
meus pensamentos são tão rápidos e violentos que minha cabeça dói o tempo todo.
eeu não consigo fazer nada pra mudar, eu não consigo fazer nada que melhore ou evite esse surto que vai chegar, porque ele vai, eu sei que vai.
difícil acordar, mais difícil ainda levantar, eu não sei o que fazer...
...
venho sentindo um comitê de borboletas no estomago.
tentando encontrar um vínculo maior que o amor, achei uma carrerinha...
piedade aqui às vezes aparece, mais durante a noite...

no itunes: arcade fire - neon bible

dog day

no fundo, continua você com você mesmo....
você contra você mesmo...
você se dizendo *welcome to the real world* exatamente igual a Morpheus falando para o Neo... matrix so nice!
você sabe que não é bem assim, que não é só querer, que não é só pensar positivamente, que milagres não acontecem, que nada vai acontecer se você não se mexer.
mas eu quero me mexer?!
que você tem que se recolher mas toda vez que você faz isso, você se escuta mais e mais alto e é um verdadeiro inferno.
eu sei que dia após dia as coisas entram nos eixos, de um jeito ou de outro....
mas enquanto não entram, eu mastigo miolos!

no itunes - the killers - jenny