30 de agosto de 2011

detachment

eu amo.
amo mesmo, quando eu resolvo amar alguém, eu amo mesmo, eu me jogo, eu acredito, eu me inundo [e me afogo ás vezes] eu me deixo levar, eu ajudo, mato e morro.
sou assim, não fui sempre, mas aprendi a ser porque acho que no fundo é o que vale a pena, amar alguém vale a pena.
relações, e quando digo aqui de amor, digo de relações entre pessoas, seja ela qual for, quando eu me relaciono com alguém, melhor ainda: quando eu DEUXO alguém se relacionar comigo, entrar no meu mundo, me deixo ser, é porque eu já amo.
e eu amo rápido, me apego rápido, se você se mostrar um pouco interessante e capaz de me abobalhar, eu vou te amar rápido, e se você surpri todas as minhas expectativas, ai vou mesmo te amar mais rápido e te deixar ficar no meu mundo.
mas em compensação, com a mesma rapidez que amo eu desamo.
eu desapego.
fácil!
eu espero coisas, vontades, atitudes, espero ás vezes demais e me irrita quando não tenho, quando o outro corre.
eu te amo então faça por merecer, mereça meu amor, sem prepotencia alguma, é apenas, cuide bem pra ter sempre, se o amor existe seja legal e me ame de volta da mesma forma.
não existem graus, uns mais outros menos, não deveria pelo menos.
e se existem, eu desapego.
com a mesma rapidez, com a mesma força e com a mesma rigidez.
eu me apego em detalhes e detalhes mal resolvidos, mal feitos, mal interpretados, me machucam e me fazem desapegar.
...
o relógio vem fazendo tic tac cada vez mais rápido nos últimos tempos.
pequenas atitudes que me fazem acreditar em coisas que não gosto.
não insulte minha pouca inteligência.

no itunes: regina spektor - 20 years of snow

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